Por que criamos o Pixelgum
O Pixelgum nasceu de um problema banal: não saber o que já se tem na estante. Este texto conta o que motivou o projeto, que princípios ele segue, o que já está definido e o que continua em aberto, sem prometer o que ainda não existe.
A ideia começou com uma dúvida na frente de uma prateleira de loja. A peça na mão era bonita, o preço era razoável e faltava a informação mais simples de todas: aquela figure já estava em casa?
Quem coleciona reconhece a cena. Ela custa dinheiro, ocupa espaço e se repete com frequência, problema que aparece em Funkos repetidos.
O que é o Pixelgum
Um projeto para indexar figures da linha Pop e colocar essa informação em ordem para quem coleciona no Brasil.
A proposta tem três frentes: descobrir o que existe, registrar o que você já tem e marcar o que ainda falta. Nada disso é uma ideia original em si. O que falta no mercado brasileiro é uma versão dessas três coisas feita em português, com o vocabulário que a comunidade daqui usa e com atenção ao mercado nacional.
Este texto é institucional e foi escrito para explicar intenção. Ele não descreve funcionalidade pronta, e a diferença entre as duas coisas importa.
O problema que motivou
Colecionar tem uma assimetria estranha: a parte difícil não é comprar, é lembrar.
O catálogo é grande demais para caber na memória, com estimativas de mais de mil lançamentos por ano circulando em bases mantidas por terceiros, dimensão tratada em quantos Funko Pops são lançados por ano. Com esse volume, qualquer coleção passa rápido do ponto em que dá para acompanhar de cabeça, situação descrita em como organizar uma coleção grande de Funko.
A solução que a maioria improvisa é uma planilha, e ela funciona bem, como mostra como catalogar sua coleção de Funko Pop. O que a planilha não resolve é a outra metade: descobrir o que existe e o que falta, porque para isso é preciso ter o catálogo inteiro do lado.
Quem está por trás
Duas pessoas, em tempo parcial, como projeto paralelo.
Vale dizer isso com todas as letras, porque muda a expectativa. Não existe equipe grande, não existe investimento por trás e as decisões são tomadas por quem também escreve o código e coleciona. O ritmo é o que duas pessoas conseguem sustentar.
A vantagem dessa escala é que ela obriga a escolher. Um projeto pequeno não consegue fazer tudo, e ter que escolher costuma produzir um produto mais honesto que a alternativa.
Que princípios o projeto segue
Quatro, e eles explicam boa parte das decisões.
Começar pequeno e verificável. O catálogo é construído em etapas, começando pelo registro das coleções em vez de tentar cobrir tudo de uma vez, método descrito em como montamos o catálogo de Funkos do Pixelgum.
Não inventar dado. Quando um número não tem fonte confirmada, o texto diz isso. É por esse motivo que este blog registra estimativa como estimativa e evita apresentar tiragem e contagem de catálogo como fato publicado.
Não empurrar compra. Os artigos apontam para outros artigos e não para conversão. Quando o projeto tiver receita, ela virá de afiliação declarada, e não de recomendação disfarçada.
Escrever para quem está começando. A maior parte do conteúdo em português sobre o assunto é rasa ou traduzida. A aposta aqui é o oposto: texto que explica de verdade, como o que é Funko Pop e o glossário com 40 termos.
O que ainda está em aberto
Bastante coisa, e esconder isso seria contraditório com o princípio anterior.
A definição exata do que conta como coleção ainda está sendo trabalhada, e ela determina como o catálogo se organiza. A profundidade do histórico de preço, o alcance das variantes e o momento de abrir cada recurso dependem do que couber no ritmo de duas pessoas.
O que já está decidido é a direção: catálogo primeiro, registro pessoal em cima dele, e conteúdo que ajuda a decidir em vez de empurrar produto.
Por que um blog antes de tudo
Porque conteúdo é a parte que já dá para entregar completa.
Um artigo bem escrito sobre como identificar uma variante ajuda hoje, independentemente do estágio do catálogo. E escrever obriga a estudar o assunto a fundo, o que melhora as decisões de produto depois.
É também a forma mais honesta de aparecer. Quem chega por uma busca sobre como saber se o preço do Funko está justo recebe a resposta, e não um anúncio.
Perguntas frequentes
O Pixelgum vende Funko Pop?
Não. A proposta é indexar e organizar informação. A receita prevista vem de afiliação declarada, quando houver.
O catálogo cobre todas as figures?
Ainda não, e a construção é por etapas. O critério de prioridade está em como montamos o catálogo de Funkos do Pixelgum.
Dá para registrar o que eu já tenho?
Marcar o que se tem e o que falta é o objetivo central do projeto, e o formato dessa lista está descrito em como funciona a lista de desejos do Pixelgum.
Quem escreve os artigos?
O conteúdo é institucional, escrito e revisado pelo próprio projeto, sob diretrizes públicas de estilo e de checagem.
O projeto é brasileiro?
É, e o recorte é o mercado nacional: preço em real, canais daqui e o vocabulário usado pela comunidade brasileira.
Por onde seguir
Se você chegou por curiosidade sobre o hobby e não sobre o projeto, vale a pena colecionar Funko Pop é um bom começo. E para conhecer o método por trás do catálogo, como montamos o catálogo de Funkos do Pixelgum explica a ordem das etapas.